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Texto por ogol.com.br
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Podemos dizer que o São Paulo Futebol Clube é um dos filhos do profissionalismo no futebol. Afinal, o Tricolor nasceu em 28 de janeiro de 1930 por meio de ex-membros do Club Athletico Paulistano e da Associação Athletica Palmeiras, equipes amadoras que sucumbiam com a profissionalização do esporte. Edgard de Souza foi o primeiro presidente do novo clube. 

Enquanto os rivais da capital, Corinthians e Palestra (mais tarde Palmeiras), já haviam sido campeões do Estado, o São Paulo engatinhava, apesar de vir de um Paulistano que era o maior vencedor paulista e das Palmeiras que já havia sido campeã três vezes. 

Essa herança vitoriosa ajudou o clube, que inicialmente começou a jogar na Chácara da Floresta. Conhecido então como o São Paulo da Floresta, o Tricolor fez o primeiro jogo oficial contra o CA Ypiranga, em 16 de março de 1930. O duelo, pelo Paulista, terminou sem gols. 

Logo no primeiro ano, o time tricolor, tendo como base o vitorioso Paulistano, foi vice-campeão paulista. Só perdeu pela primeira vez após dez jogos, exatamente no primeiro clássico contra o Corinthians. 

No ano seguinte, os rivais voltaram a se enfrentar. Na verdade, o jogo de maior destaque, e rivalidade, veio em 1932. Foi o jogo que definiu o primeiro título paulista do São Paulo. Na Fazendinha, casa corintiana, o Tricolor enfiou 4 a 1 no rival, com dois gols de Armandinho, um de Patusca e um de Arthur Friedenreich. 

Friedenreich, inclusive, é considerado o primeiro ídolo brasileiro, homem decisivo na conquista do primeiro Sul-Americano da seleção. O atacante, que havia ajudado o Paulistano a conseguir certa soberania no Estado, foi um dos líderes são-paulinos nos primeiros anos do clube, no chamado Esquadrão de Aço. 

O breve fim e o retorno 

O São Paulo Futebol Clube fechou as portas em maio de 1935. Por conta de desavenças com a federação local e a Confederação Brasileira de Desportos, os sócios do clube decidiram, em Assembléia Geral, pelo fim do São Paulo FC e a fusão com o CR Tietê, formando o Clube de Regatas Tietê-São Paulo. 

Ainda naquele ano, porém, o São Paulo Futebol Clube voltou a ativa. Segundo a ata, o clube preservaria as "glórias e tradições do São Paulo Futebol Clube, da Floresta. Manoel do Carmo Meca foi o primeiro presidente da nova entidade. 

O clube recomeçou do zero. Não tinha as estrelas de outros tempos. Ainda assim, reestreou em 25 de janeiro de 1936. No Parque Antárctica, vitória por 3 a 2 sobre a Associação Atlética Portuguesa, de Santos. Antônio Bertoletti, o Antoninho, fez o primeiro gol do clube refundado. 

Glórias demoram a reaparecer

Sem os antigos craques, o São Paulo demorou para recuperar as glórias de outros tempos. No primeiro Paulista que disputou, conseguiu apenas quatro vitórias em 15 jogos e perdeu todos os clássicos que disputou. 

Um clube então rico jogava em campos alugados, de clubes vizinhos. Treinava muitas vezes na várzea. Até que, em 1938, com a ajuda de clubes simpatizantes, o Tricolor voltou a mostrar força. No Paulista daquele ano, o clube conseguiu goleadas sobre Santos (5 a 0) e Palestra (6 a 0), acabando vice-campeão. 

O Tricolor passou 12 anos sem ganhar o Paulista. Mas em 1943, com a chegada do craque Leônidas no ano anterior, a equipe voltou a dominar o Estado. A década de 1940, com o uso do Pacaembu, acabou com cinco títulos paulistas (se destacando a conquista invicta em 1946), e um time chamado de Rolo Compressor, pois atropelava os rivais. 

A mudança para o Morumbi custou títulos

O São Paulo seguiu jogando no Pacaembu, mas, na década de 1950, iniciou um projeto ambicioso: a construção de um estádio gigante, para mais de 100 mil pessoas. Era um sonho para muitos, mas foi se tornando realidade com o passar dos anos. 

Em 02 de outubro de 1960, o Tricolor inaugurou seu grande sonho, o Morumbi, e venceu o Sporting, de Portugal, por 1 a 0, com gol de Peixinho. O sonho do estádio, porém, fez o clube ficar 13 anos na fila por novos títulos. Até que, em 1970, o time voltou a ser campeão. 

O elenco contava com o uruguaio Pablo Forlán, pai de Diego, que jogaria décadas depois no clube. Gerson, o Canhotinha, Toninho Guerreiro e outros nomes conhecidos. O São Paulo voltou, naquela década, a ser grande no Estado. 

Novos horizontes e o topo do mundo

De volta ao topo de São Paulo, o Tricolor do Morumbi conseguiu o salto nacional em 1977. O time, comandado por Rubens Minelli e capitaneado por Chicão, levantou a taça de campeão brasileiro ao vencer decisão nos pênaltis contra o Atlético Mineiro. O goleiro Waldir Peres foi um dos destaques daquela conquista, junto com Darío Pereyra e Mirandinha. 

Darío Pereyra foi símbolo do vitorioso time são-paulino no período. Seguiu vestindo tricolor na conquista do Brasileiro de 1987, o segundo do clube, que teve a participação de grandes nomes da história tricolor, como Müller, Careca e Silas. 

Campeão brasileiro também em 1991, o Tricolor viveu um de seus períodos mais gloriosos sob o comando de Telê Santana. O time de Zetti, Cafú, Antônio Carlos, Ronaldão, Raí, Leonardo, Toninho Cerezo, que ainda tinha Müller e Palinha faturou a Libertadores e o Mundial em 1992 e 1993, vencendo os maiores clubes do mundo, entre eles o Barcelona comandado por Johan Cruyff e o Milan de Baresi. 

Um goleiro que manteve a história vencedora

Sempre marcado por grandes ídolos, o São Paulo voltou ao topo da América e do mundo em 2005. O grande nome das conquistas foi o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, um dos maiores ídolos da história são-paulina. 

Rogério já estava presente no elenco das conquistas da década de 1990, mas foi protagonista mais de uma década depois. Marcou sua trajetória no clube pelos gols de pênalti e falta, se tornando o goleiro com mais gols na história do esporte. Mas também era muito bom debaixo das traves. 

Na final do Mundial de 2005, por exemplo, fez uma das defesas mais incríveis da carreira. O Tricolor estava na frente do Liverpool, com um gol de Mineiro, um volante que nunca mais foi esquecido na história do clube. Steven Gerrard, grande ídolo dos Reds, cobrou falta na gaveta. Ceni foi lá, espalmou e garantiu o São Paulo mais uma vez no topo do mundo. 

Ceni participou também, na sequência, do tricampeonato brasileiro tricolor, sob a batuta de Muricy Ramalho. Outro dos grandes momentos vencedores da história do clube teve a marca de Rogério Ceni, chamado pela torcida de M1to. 

Mesmo depois de Ceni, o Tricolor manteve suas características como um dos filhos do profissionalismo no futebol. A estrutura seguiu sendo a base sólida de equipes vitoriosas. Afinal, está no DNA do clube. 

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