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Sir Bobby Robson: a majestade de Ipswich

Texto por Carlos Ramos
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Sir Bobby Robson foi um jogador acima da média, defendendo o Fulham, o West Bromwich e a seleção inglesa, além do Vancouver Royals, do Canadá. Mas foi como técnico que virou "majestade", quase uma unanimidade na Inglaterra. 

Natural de Langley Park, Robson nunca jogou pelo Newcastle, equipe da região. Foi mesmo em Londres que iniciou a carreira, no Fulham, e lá se tornou ídolo. Temporada após temporada, se mostrava acima da média. 

Em 1956, após 157 jogos e 69 gols com os londrinos, o atacante se mudou para o West Bromwich como contratação badalada na época. Chegou a marcar 28 gols em 49 jogos em 1957/58, e passou a fazer parte da seleção inglesa. 

Robson estreou marcando dois gols contra a França no final de 1957. Foi titular na Copa de 1958, atuando contra o Brasil. Quatro anos mais tarde, não chegou a entrar em campo no Mundial do Chile, terminando sua carreira com a seleção com quatro gols em 21 jogos. 

Robson ainda voltaria ao Fulham, até encerrar sua carreira no Canadá em 1968. Na época, trabalhou como técnico e jogador do Vancouver Royals. No mesmo ano, voltou para Londres e iniciou trajetória como treinador no Fulham. 

Referência em Ipswich

Foi em Ipswich que o treinador conseguiu os maiores feitos. Robson era considerado um gentleman, um cavalheiro tanto na vitória, quanto na derrota. Em Ipswich dizia-se que o time comemorava uma vitória com uma garrafa de champanhe, mas abria duas quando perdia. 

Com pouco, Bobby fez muito em um time com um orçamento modesto. O Ipswich viveu com o treinador os melhores momentos da história. Com campanhas seguras no Campeonato Inglês, chegou a ficar com o vice-campeonato em 1975, a dois pontos do campeão Derby. 

Bobby comandou o Ipswich na conquista da Copa da Inglaterra, sobre o Arsenal, em 1978. Três anos mais tarde, o Ipswich, de Robson e com o atacante John Wark inspirado, faturou o inédito, e histórico, título da Copa Uefa, batendo o Az Alkmaar, da Holanda, na decisão. 

Sucesso na seleção

As grandes campanhas em Ipswich levaram o treinador para o comando da seleção inglesa. Diferentemente de Brian Clough, que fez sucesso em um "azarão", mas não chegou na seleção, Bobby comandou o English Team, depois de 578 jogos no comando do Ipswich. 

A trajetória do técnico na seleção inglesa durou oito anos, percorrendo duas Copas do Mundo e um total de 95 jogos. Entre eles a vitória sobre o Brasil, no Maracanã, em 1984. Foi ele que levou Gary Lineker para a seleção, e com Bobby a Inglaterra teve o melhor time desde o título mundial de 1966. 

Em 1986, Bobby e um bom time inglês caíram nas quartas da Copa diante de um endiabrado Maradona, com direito a La Mano de Dios. Quatro anos mais tarde, a seleção inglesa foi além, e chegou na semifinal da Copa na Itália. 

O segundo título mundial inglês nunca esteve tão perto, mas, no delle Alpi, apesar do gol de Lineker, os ingleses acabaram eliminados pela Alemanha nos pênaltis, terminando aquela Copa na quarta colocação. 

Carreira internacional

Depois de comandar a seleção inglesa, Bobby traçou uma bonita carreira internacional. Foi bicampeão holandês com o PSV e bicampeão português com o Porto. Em 1996/97, comandou o Barcelona, de Ronaldo, Giovanni, Stoichkov e Figo, sendo campeão da Recopa Europeia, da Copa do Rei e da Supercopa da Espanha. 

Depois de voltar para a Holanda, onde comandou o PSV por mais uma temporada, Sir Bobby Robson resolveu realizar um sonho que não havia realizado como jogador: trabalhar no Newcastle, em seu quintal de casa. Foram cinco temporadas com os Magpies, até se encerrar uma das mais brilhantes carreiras de um técnico inglês, que mostrou valor onde esteve, e foi adorado por onde passou. 

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