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Brian Laudrup: muito mais que o irmão de Michael

Texto por Carlos Ramos
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Provavelmente Brian Laudrup tem trajetória profissional menos conhecida, e mesmo até menos brilhante, que seu irmão, Michael. Mas Brian ficou marcado no futebol como muito mais que apenas o irmão de Michael. 

A trajetória dos irmãos Laudrup só se cruzou na seleção dinamarquesa. Brian começou um pouco depois do irmão, no Brondby, que havia sido defendido por Michael anos antes. Indo para a Alemanha, usou o modesto Uerdingen 05 para chegar no gigante Bayern de Munique. 

Mantendo o Uerdingen na Bundesliga, Brian chamou a atenção dos bávaros, sendo então a contratação mais cara do país, mas não ficou muito tempo em Munique. Com nove gols em 33 partidas, esteve entre os principais jogadores da Budnesliga de 1990/91. O Bayern acabou vice-campeão, e caindo na semifinal da Liga dos Campeões, para o Estrela Vermelha. 

Na temporada seguinte, a campanha do Bayern foi pior, e Laudrup sofreu com grave lesão no joelho. Fez apenas 20 jogos na Bundesliga, marcando dois gols. As portas de Munique se fecharam para o dinamarquês. 

Brilho na seleção e decepção na Itália 

1992 foi, possivelmente, o grande ano da carreira de Brian. Titular na Eurocopa, o atacante ajudou a "Dinamáquina" a triturar seus adversários até chegar na grande final do torneio. E não foram quaisquer rivais que ficaram pelo caminho... 

Em competição disputada na Suécia, histórica rival dos dinamarqueses, e sem Michael, que havia brigado com o treinador Richard Nielsen, o time de Brian derrubou a França na fase de grupos, deixou pelo caminho a Holanda na semifinal e, na decisão, pegou a poderosa Alemanha. 

Brian viu antigos companheiros e adversários de futebol alemão do outro lado, mas não se intimidou e foi protagonista de uma Dinamarca que alcançou o topo da Europa, mesmo sem seu jogador mais brilhante. 

Brian competia com o irmão o título de principal jogador do futebol dinamarquês, e chegou a ganhar em alguns anos. Chegou a estar no top 5 dos melhores do mundo da Fifa, se aventurando em seguida no futebol italiano. 

O atacante não foi tão feliz na Fiorentina, que teve campanha ruim no Campeonato Italiano. Já no Milan, apesar de não ser o craque do time, participou de um time campeão italiano e da Liga dos Campeões. 

Mais título na seleção e sucesso na Escócia 

Apesar de não ter feito tanto sucesso na Itália, Brian seguia na seleção dinamarquesa. Junto com o irmão, Michael, acabou campeão da Copa das Confederações diante da Argentina de Gabriel Batistuta, seu antigo companheiro em Florença. 

O atacante jogou ainda a Euro de 1996, sem conseguir evitar, com seus três gols, a eliminação dos dinamarqueses; e foi titular na boa campanha da Copa em 1998, marcando e dando assistência contra o Brasil nas quartas (mas a seleção brasileira acabou passando). 

Brian ainda conseguiu sucesso na Escócia, com três títulos nacionais pelos Rangers. Ganhou, ainda, a Supercopa da Europa com o Chelsea, mas não durou muito em Londres. Encerrou a carreira em 2000 após 16 gols em 37 jogos com a camisa do Ajax. 

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