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Cafú: o capitão do Penta

2018/10/11 15:32
Texto por Carlos Ramos
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Marcos Evangelista de Morais, paulista de nascimento, veio ao mundo em sete de junho de 1970. Um dos seis filhos de uma família que vivia na favela de Jardim Irene, em São Paulo, o menino teve uma infância pobre, com muitas dificuldades.

O futebol ajudou Cafú a superar os obstáculos da vida, embora nem na bola tenha sido fácil. Após ter sido rejeitado em alguns testes, o atleta foi aprovado no São Paulo, e foi no Morumbi que começou a carreira, como atacante, jogando na ponta-direita.

Telê Santana mudou a posição de Cafú. O técnico, vendo as características do jogador, o fez recuar no campo para a posição de lateral direito, onde se consagraria como um dos melhores do mundo na posição. Um ano depois, em 1990, já era chamado para a seleção brasileira.

A primeira final e a ida para a Europa

Rapidamente, Cafú tornou-se um dos protagonistas da equipe que conquistou o bicampeonato da Libertadores, em 1992 e 1993, e ganhou um lugar nos convocados para a Copa do Mundo de 1994. O titular era Jorginho, mas Cafú acabou por entrar na final, para substituir Jorginho aos 22 minutos, começando a escrever uma carreira histórica em Copas. O Brasil venceria a Itália no desempate por pênaltis, festejando o tetracampeonato, 24 anos depois da última conquista.

Com duas Libertadores, dois Mundiais e com o título da Copa de 1994, o menino do Jardim Irene ganhou o prémio de melhor jogador sul-americano do ano. A vida sorria para Cafú, após tanta luta...

Com a fama se espalhando, o lateral foi contratado, então, pelo Zaragoza, onde ajudaria a conquistar a Supercopa da Europa em 1995. Apesar do título, o brasileiro acabou por não conseguir ganhar um lugar na equipe de Aragão e voltou ao Brasil para jogar no Palmeiras durante uma temporada.

Depois de uma passagem também vitoriosa pelo Verdão, voltou à Europa para jogar na Roma, onde as suas constantes subidas ao ataque lhe valeram o apelido de Il Pendolino (o trem expresso). Seria ao serviço dos Giallorossi que conquistaria o Campeonato Italiano em 2001 e uma Supecopa Italiana.

Enquanto se firmava na Europa, Cafú seguia como protagonista também na seleção brasileira. Três anos antes do título em Roma, voltara a decidir uma Copa, desta vez em Paris, contra a anfitriã França. O filme foi de drama.

No dia em que Ronaldo sofreu com convulsões e, mesmo assim, tentou jogar, Cafú foi incapaz de, juntamente com os demais companheiros, parar a máquina francesa. Comandada por Zidane, a França derrubou a seleção brasileira com um 3 a 0 incontestável. 

A terceira final

Quatro anos depois da decisão em Paris, convocado por Luiz Felipe Scolari, o lateral brilhou mais uma vez ao serviço da Canarinha em uma Copa do Mundo. Nos gramados da Coreia e do Japão, o Brasil conquistou a sua quinta estrela de campeão mundial e Cafú jogou a sua terceira final consecutiva de um Mundial, entrando para os livros da história. Além disso, o lateral ergueu a taça, como capitão, e levou o Jardim Irene ao topo do mundo.

Um ano depois, o lateral acabou assinando pelo Milan. Nos Rossonero, colecionaria troféus: Supercopa da Europa em 2003; a Serie A e a Supercopa Italiana em 2004; a Liga dos Campeões; a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes em 2007.

Zidane impede a quarta

Em 2006 Cafú jogou a quarta Copa e o Brasil caiu nas quartas de final para a... França! Zidane, em dia inspirado, impediu novamente o Brasil de conquistar o troféu e Cafú de jogar uma insuperável quarta final consecutiva...

Foram, no total, 142 jogos e cinco gols com a camisa da seleção brasileira. Na galeria de troféus, são 26 taças conquistadas. Cafú, o capitão do penta, marcou uma era no futebol brasileiro e europeu como um dos grandes laterais da história.

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