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        Juventude foi a zebra de 1999

        As surpresas da Copa do Brasil: O Esquadrão Jaconero apresenta Caxias para o Brasil

        2020/08/25 09:59
        Texto por Carlos Ramos
        E1

        Em 1999, o Brasil conheceu de vez Caxias do Sul. O Juventude foi a grande zebra daquele ano na Copa do Brasil, com vitórias memoráveis diante de grandes adversários para levantar a maior taça da história do clube.

        Campeão gaúcho em 1998, o Verdão tinha no elenco jogadores experientes, com passagens por grandes equipes do futebol nacional. Mas dificilmente algum deles esperava acontecer o que aconteceu naquela Copa do Brasil. 

        Derrubando gigantes, como o Corinthians, que seria bicampeão brasileiro naquele ano, a equipe do Alfredo Jaconi conseguiu resultados históricos, como um 6 a 0 sobre o Fluminense e um 4 a 0 sobre o Internacional. Jogos que só aumentam a importância daquele feito. 

        O "Esquadrão Jaconero"

        O meia Flávio Campos, que já havia sido campeão brasileiro por Flamengo e São Paulo e carioca pelo Vasco, fez seu último ano de carreira naquele Juventude. Em conversa com a reportagem de oGol, Flávio lembra que aquele time ajudou Caxias do Sul a ficar mais conhecida no cenário nacional. 

        "Naquela época, ninguém sabia o que era Caxias do Sul. Falava com meus amigos, e eles perguntavam onde que ficava. O Juventude ajudou a crescer o nome da cidade", garantiu Flávio. 

        qFoi uma campanha atípica, que ninguém esperava. De forma geral porque o Juventude jamais seria colocado para chegar nem na metade da competição

        O meia brilhou no confronto com o Fluminense, na segunda fase. O Juventude havia eliminado na primeira fase o Guará, com goleada por 5 a 1, e acabou derrotado pelo Tricolor por 3 a 1, no Maracanã. A partida de volta, no Jaconi, foi um assombro: 6 a 0 para os gaúchos, com quatro gols de Flávio. 

        "Foi o único jogo que fiz quatro gols na carreira. Aquele jogo foi muito importante porque era segunda fase, a gente tinha perdido no Maracanã por 3 a 1 e a moral estava baixa naquele momento. Passar da forma que passou, com um placar de 6 a 0 contra uma equipe daquelas, comandada pelo Parreira", recordou. 

        Em seguida, o Juventude derrubou o Corinthians, que montou um dos grandes times da história do clube. 3 a 0 no agregado, e o Juventude avançou sem sofrer gols de um dos maiores ataques do país na época. Flávio garante que aquela campanha surpreendeu o elenco. 

        "Foi uma campanha atípica, que ninguém esperava. De forma geral porque o Juventude jamais seria colocado para chegar nem na metade da competição", garantiu. 

        Apesar disso, o meia fez questão de ressaltar a qualidade do elenco jaconero, muito bem gerido pelo então técnico Valmir Louruz, hoje já falecido. 

        "É bom lembrar a qualidade daquele time e também o Valmir Louruz, que foi nosso treinador no título. Foi uma pessoa espetacular, um treinador que tinha o comando e a inteligência para gerenciar aqueles atletas. O Juventude tinha atletas qualificados. O Maurílio e o Índio tinham vindo do Palmeiras, o Capone tinha feito um campeonato gaúcho absurdo no Mogi, naquele Carrossel do Vadão. Fernando Rech e Wallace vieram do Inter... Foi uma junção de atletas que eram acostumados a vencer.  E a gestão do Valmir foi maravilhosa", analisou. 

        Susto contra o Bahia e caminho até o título

        Depois de derrubar o Corinthians nas oitavas de final, o Juventude encarou o Bahia nas quartas. O Tricolor foi um rival duro, só eliminado nos pênaltis após dois empates em 2 a 2. 

        "Contra o Bahia, foram dois jogos de 2 a 2, no Jacone e na casa deles estávamos vencendo 1 a 0, mas eles viraram. Você imagina a Fonte Nova lotada, perto de 100 mil pessoas lá... Aí a gente consegue o empate com o Mário Tilico. Quando foi para os pênaltis, a gente pensou que ia dar a gente, depois de tudo o que tinha acontecido... E felizmente a gente passou", celebrou Flávio. 

        ©Arquivo pessoal

        No caminho até a final ainda existia o Internacional. Foi aí que o "Esquadrão Jaconero" conseguiu outra atuação memorável: 4 a 0 sobre o Colorado, com um Beira-Rio perplexo.

        "Na primeira partida contra o Inter, em casa, o Juventude fez um jogo muito bom, mas não fez gol e acabou levando um 0 a 0 para o Beira-Rio. O Inter só precisava de uma vitória simples, seja qual fosse o placar. Isso estava desenhado na cabeça deles, mas na nossa, não. A força do Juventude já estava crescendo. Tínhamos passado pelo Fluminense, já estávamos mais fortalecidos e a coisa já estava parecendo que poderíamos ir mais longe. Sai desse jogo lesionado, no início do segundo tempo. Mas felizmente o Juventude conseguiu. E quem imaginaria aquilo de uma equipe simples, do interior do Rio Grande do Sul? 6 a 0 no Fluminense e 4 a 0 no Internacional", destacou Flávio. 

        O esquadrão faz história

        Após derrubar o Inter, o Juventude esperava pela frente o Palmeiras, outro grande time brasileiro na época. Só que o Botafogo, para a surpresa de muitos, derrubou o Alviverde de São Paulo nos pênaltis. Flávio lembra que a classificação botafoguense foi celebrada pelo elenco jaconero. 

        "Na minha opinião, e na opinião do elenco, o Palmeiras era o adversário mais difícil. Eles jogavam um futebol igual o nosso, um jogo pegado. A gente achava que o Palmeiras passaria e seria muito difícil. Aí passou o Botafogo, e o jogo do Juventude encaixava muito com o do time carioca. O jogo deles era mais leve, e a gente jogava muito forte, e o carioca não gostava. O carioca é mais técnico e menos força. Isso nos deixou mais confiantes, porque nosso jogo encaixava contra o Botafogo. Pensamos: 'Agora temos de fazer mais ainda o que a gente faz: marcar forte e jogar'. Para tentar inibir o jogo deles, que era um jogo muito qualificado. Eles tinham Bebeto, Zé Carlos... Era um time muito bom", analisou Flávio. 

        A intensidade na marcação dos gaúchos fez toda a diferença na decisão. Depois de vitória por 2 a 1 no Jaconi, o Juventude segurou o 0 a 0 no Maracanã e levantou a taça mais importante de sua história. 

        "Em casa, saímos ganhando 2 a 0. Em um erro nosso, permitimos o 2 a 1. A gente já tinha perdido o Wallace expulso, ele saiu junto com o Sandro, zagueiro de muita qualidade do Botafogo. Os dois discutiram e acabaram expulsos pelo Márcio Rezende. No final da partida, o Capone, para evitar um contra-ataque do Botafogo, fez uma falta por trás e foi expulso também. Foram 30 minutos do Botafogo com uma vantagem de um jogador, sendo que eram nove contra dez. A gente estava desgastado já de toda a competição. Se o Botafogo forçasse mais, teria chegado ao empate. Mas eles preferiram levar o resultado para o Maracanã, que uma vitória simples era deles. E não foi o que aconteceu. Empatamos lá, 0 a 0, e conseguimos o título", narrou Flávio, que encerrou a carreira após a conquista. 

        Brasil
        Flávio
        NomeFlávio Henrique de Paiva Campos
        Data de Nascimento1965-08-29(55 anos)
        Nacionalidade
        Brasil
        Brasil
        PosiçãoMeia (Volante)

        Fotografias(2)

        Comentários (1)
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        motivo:
        LU
        Kas
        2020-08-25 13h35m por Lucassp
        título roubado, Botafogo teve 2 gols claros anulados na primeira partida
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