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        Verdão, de Gabriel Jesus, campeão

        2016: O ano da tragédia, e do Palmeiras do menino Jesus

        2020/08/06 18:03
        Texto por Carlos Ramos
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        2016 foi um ano de luto no futebol, e jamais esqueceremos disso. 71 estrelas foram brilhar no céu depois de uma das maiores tragédias do esporte, que tirou a vida de grande parte da delegação da Chapecoense, que ia decidir a Copa Sul-Americana com o Atlético Nacional. O acidente de avião afetou aquele Campeonato Brasileiro, que teve partidas adiadas, e uniu a todos em solidariedade. Aquele Brasileirão, coincidência ou não, foi decidido em um jogo da Chape, e terminou com título do Palmeiras. 

        Em um campeonato marcante, pela tragédia e pela histórica conquista palmeirense, houve também uma marca negativa no Rio Grande do Sul: pela primeira vez, o Internacional acabou rebaixado. 

        Aquele campeonato ainda teve o brilho de Marinho para salvar o Vitória e três artilheiros: William Pottker, da Ponte Preta (a Macaca fez a melhor campanha do clube, um oitavo lugar), Diego Souza (Sport) e Fred (Fluminense). 

        A tragédia 

        É impossível falar daquele ano, mesmo repassando o Brasileiro, sem lembrar da tragédia da Chapecoense. Na madrugada do dia 29 de novembro de 2016, precisamente às 0h59 da manhã de Brasília (21h59 locais), o avião que transportava a delegação da Chapecoense para o jogo contra o Atlético Nacional caiu em Medellín, na Colômbia. 

        71 das 77 pessoas no avião morreram. O Brasil perdeu 20 profissionais de imprensa, dentre eles o ex-jogador Mário Sérgio; 19 jogadores, nove dirigentes e 14 membros da comissão técnica, incluindo o técnico Caio Júnior. 

        O atacante Túlio de Mello, que jogou na Chape em 2015 e em 2017, estava naquele 2016 no Sport. Meses depois da tragédia, o jogador se emocionou ao comentar, para oGol, como recebeu a notícia. 

        "Foi um dia muito triste. Minha esposa me acordou chorando, gritando, contando o que tinha acontecido. Eu, meio incrédulo, achando que estava sonhando... Fiquei chocado. Por alguns dias, não quis contato com ninguém. Muito triste perder vários amigos, todos os familiares também que perderam seus entes queridos... Foi uma tragédia terrível", disse na época. 

        A tragédia fez a CBF adiar partidas daquele campeonato. Na última rodada, Chapecoense e Atlético Mineiro se recusaram a se enfrentar por conta do ocorrido, e o jogo terminou com W.O. 

        O título palmeirense

        Ao falarmos do campeonato, em si, falamos de um grande Palmeiras. O clube, já com o suporte da Crefisa, o maior patrocínio no futebol nacional naquela temporada e nas seguintes, e com o diretor Alexandre Mattos montou um grande elenco. 

        Fabiano Leismann era uma das novidades. E fizemos questão de convidar um ex-jogador da Chape para ajudar a contar a história do título. Fabiano chegou após passagem pelo Cruzeiro no ano anterior. 

        Apesar de ser um elenco com grandes nomes, o lateral ressaltou que o grupo de jogadores do Alviverde era bem unido."O grupo me recebeu muito bem, como a todos aqueles que chegavam. Se notava desde o início que era um grupo muito bom de trabalho", disse o jogador, em entrevista para oGol

        ©Getty / Friedemann Vogel

         "Um dos diferenciais daquele grupo foi a união e respeito que todos tinham um pelo outro. Além da qualidade e de jogadores experientes que faziam parte daquele grupo", completou.

        Com o suporte de um grande patrocinador, Mattos montou não só um grande time, como também um grande elenco. O melhor do Brasil na época. Fabiano ressaltou a importância do lateral Zé Roberto, o mais experiente do grupo.  

        "Zé Roberto era um exemplo dentro e fora de campo. Seu comprometimento e sua vontade de vencer contagiava todo mundo. Um profissional que todos admiravam. E toda sua experiência na vida e no futebol nos era passada em conversas no dia a dia. Elas fizeram muita diferença, principalmente para aqueles jogadores mais jovens da nossa equipe", recordou.

        Jogadores experientes, como Zé Roberto e Fernando Prass, eram complementados por jovens como Gabriel Jesus, uma das grandes promessas do Brasil na época. 

         "Desde a minha chegada ao clube, todos falavam do Gabriel, uma promessa do Palmeiras. E sua qualidade era notória. Sua evolução e reconhecimento vieram através de suas grandes atuações. Com toda a certeza foi um dos principais jogadores daquele elenco", destacou Fabiano. 

        ©Getty / NELSON ALMEIDA

        Logo na estreia, Jesus marcou dois gols e o Verdão goleou o Athletico Paranaense, por 4 a 0. O time de Cuca voltou a repetir o placar contra o Figueirense, na rodada 12.

        O Palmeiras teve algumas derrapadas no primeiro turno e, na 17ª jornada, estava em terceiro lugar. Mas engrenou, na sequência, 15 jogos sem perder e arrancou rumo ao título. 

        A conquista foi confirmada em Chapecó. Dois dias antes da tragédia, a Chapecoense recebeu o Palmeiras e foi derrotada, por 1 a 0, com um belo toque por cima do goleiro de Fabiano, autor do "gol do título". 

        "Você marcar um gol de título sempre é especial. Momento único da minha vida. Sobre o lance, era uma jogada ensaiada e que acabou não saindo perfeitamente, mas eu estava no lugar certo e na hora certa, como dizem no futebol (risos). Fui feliz em fazer o gol do título do brasileiro de 2016 e levo essa lembrança para a vida toda", narrou Fabiano. 

        Se o título já estava decidido, a última rodada, adiada por conta da tragédia em Medellín, teve drama em Edson Passos. Com um empate em 1 a 1 contra o Fluminense, o Internacional acabou rebaixado pela primeira vez em sua história. 

        Números da edição: 

        Média de gols: 2,40 gols/jogo

        Melhor ataque: Palmeiras - 62 gols

        Melhor defesa: Athletico Paranaense e Palmeiras - 32 gols sofridos

        Artilheiro: William Pottker (Ponte Preta), Diego Souza (Sport) e Fred (Fluminense) - 14 gols

        Jogador com mais partidas: Renato (Santos) - 38 jogos

        Brasil
        Fabiano Leismann
        NomeFabiano Leismann
        Data de Nascimento1991-11-18(28 anos)
        Nacionalidade
        Brasil
        Brasil
        PosiçãoDefensor (Zagueiro) / Defensor (Lateral Direito)

        Fotografias(22)

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