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Análise ogol
'Dinizmo' a todo vapor

São Paulo encontra identidade com Diniz e contraria passado recente para voltar a vencer

2020/03/25 07:56
Texto por Rodrigo de Brum
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O São Paulo parece, enfim, ter escolhido um caminho. Depois de muito tempo sem uma 'cara', o time do Morumbi tem procurado um retorno à sua história de futebol jogado com a bola no chão.

Se os questionamentos sobre o trabalho de Fernando Diniz eram uma constante, agora o técnico possui o respaldo da torcida e, ao que parece, também da diretoria. Algo raro nos últimos anos do clube.

Desde 2014, o torcedor Tricolor não sabe o que é começar e terminar o ano com um mesmo técnico no comando do clube. Naquele ano, com Muricy Ramalho à frente da equipe, o São Paulo foi vice-campeão brasileiro e semifinalista da Copa Sul-Americana.

De lá para cá, o São Paulo teve, aos menos, dois técnicos no período de uma temporada. Como se não bastassem as mudanças, o choque de filosofias também se fez presente. O clube foi de Osório a Doriva, de Bauza a Ricardo Gomes, de Dorival Junior a Diego Aguirre...

Em 2019, primeiro a diretoria fez uma aposta na juventude de André Jardine, treinador das categorias de base que vinha sendo preparado para assumir o time principal. Rapidamente ele deu lugar à experiência e currículo vitorioso de Cuca. O comandante pediu demissão e, por fim, Fernando Diniz se tornou o terceiro técnico do clube na temporada.

Como Diniz mudou o São Paulo

Em setembro do ano passado, Diniz chegou ao Tricolor sob desconfiança. Segundo a diretoria do clube, ele foi o nome pedido por jogadores como Daniel Alves e Hernanes, líderes do grupo. 

"A gente perguntou a opinião dos atletas, e na hora falaram do Diniz. Falaram que a gente precisava de um conceito, de uma linha, de uma cultura, e que isso vai dar certo. Acabou que a gente teve um conforto para tomar a decisão que talvez fôssemos ter na semana seguinte", declarou o gerente de futebol Alexandre Pássaro em entrevista ao programa Bola da Vez.

Desde então, o São Paulo passou a incorporar o DNA de Diniz em seu futebol. A vaga direta à fase de grupos da Libertadores certamente ajudou na continuidade do treinador para 2020, mas para além disso, a diretoria deu um voto de confiança tanto ao comandante, quanto ao elenco, que não sofreu modificações para este ano. 

Com mais tempo para imprimir seu estilo, Diniz consegue extrair mais das suas principais peças. O agora meia Daniel Alves, por exemplo, já faz em apenas 11 jogos no ano, sua temporada mais goleadora na carreira, com cinco gols.

Entre os atacantes, Alexandre Pato faz início de temporada muito melhor em relação ao fraco 2019. Já são quatro gols no ano e ele chegou a balançar as redes em três jogos seguidos. Pablo, com uma sequência livre de lesões, já marcou três vezes. 

Até o retorno do futebol, Diniz deve ficar sem a peça de velocidade do time. Anthony vai reforçar o Ajax, da Holanda.

Continuidade já rende frutos

Se no passado o São Paulo teve um dos piores ataques de sua história, com média de 0,93 gol por partida, neste ano, os 18 gols em 12 partidas já trazem a média para 1,5 gol por jogo.

A defesa, uma das grandes preocupações com o estilo ofensivo adotado por Diniz, também possui bons registros. Em 2019, em média, o Tricolor sofreu apenas 0,78 gol por confronto. Com nove gols sofridos em doze jogos, a média deste ano é de 0,75.

A parada no calendário do futebol por conta do coronavírus deu uma pausa também na instituição do 'Dinizmo' entre os torcedores são-paulinos.

Depois de muito tempo, a continuidade começa a mostrar o 'caminho das pedras' para a diretoria do Tricolor. O produto final ainda está longe de pronto, mas os sinais são positivos.

Brasil
Fernando Diniz
NomeFernando Diniz Silva
Data de Nascimento1974-03-27(46 anos)
Nacionalidade
Brasil
Brasil
FunçãoTécnico

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