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Há muito chão pela frente...

O que vem depois do título? Campeões S17 têm dificuldade para se firmarem na carreira

2019/11/18 12:34
Texto por Paulo Mangerotti
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O título de campeão mundial sub-17 acende a expectativa sobre os talentos que participaram da campanha, e também de clubes, dirigentes e torcedores. Pelo Brasil, os dois grandes nomes que já levantaram o caneco foram Ronaldinho Gaúcho e Adriano Imperador, porém há muitos outros campeões e pode ser um desafio rastrear a carreira percorrida por eles após o mundial.

O Brasil é tetracampeão da categoria, com as conquistas dos anos de 1997, 1999, 2003 e, agora, 2019. Então, o que esperar da equipe campeã no último domingo, com uma campanha irretocável com sete vitórias em sete jogos? A equipe oGol preparou uma análise com os principais nomes geração a geração. Confira!

1997

© FIFA

Quem brilhou: Ronaldinho, Fábio e Geovanni

Do primeiro título mundial sub-17 do Brasil saiu o grupo que mais sucesso obteve ao longo da carreira. Além do Gaúcho, que dispensa apresentações, podemos incluir nesse rol o goleiro Fábio, do Cruzeiro, jogador com mais partidas disputadas na história do Campeonato Brasileiro, e o meia Geovanni, que jogou por grandes clubes como Barcelona e Benfica e defendeu a seleção principal na Copa América de 2001.

Quem vingou: Matuzalém, Jorginho Paulista, Fernando, Flávio e Ferrugem

Mesmo se não chegaram a alcançar o patamar de ídolo por onde passaram ou na seleção principal, muitos jogadores da geração de 1997 tiveram uma carreira de respeito, seja no Brasil ou na Europa. Matuzalém e Diogo Rincón foram destaques no Velho Continente, enquanto em território nacional houve nomes carimbados em clubes da Série A, como Jorginho Paulista, o zagueiro Fernando, ex-Flamengo e Vasco, o lateral direito Flávio, ex-Fluminense, e Ferrugem, ex-Palmeiras e Atlético Mineiro.

Não vingaram: Gavião, Adiel, Fábio Pinto, Raniere, Andrey, Rogério, Henrique Valle, Anaílson e André Luís

A lista de atletas que não corresponderam às expectativas de um título do tamanho de um mundial é extensa. Você se lembra desses nomes? O atacante Anaílson até chegou a fazer sucesso nos tempos áureos do São Caetano e jogou pelo Atlético Goianiense, mas no geral rodou por clubes de menor expressão.

1999

© Getty / Scott Barbour

Quem brilhou: Adriano, Diego Cavalieri e Eduardo Costa

Do título conquistado há 20 saiu Adriano Imperador, ídolo do Flamengo e da Internazionale e que pela seleção principal disputou 50 partidas e marcou 29 gols. Já Diego Cavalieri, reserva de Rubinho naquela campanha, foi Bola de Prata no título Brasileiro conquistado pelo Fluminense e também chegou a jogar pela canarinha. E não subestime o terceiro nome da lista. O volante Eduardo Costa disputou uma Copa América e uma Copa das Confederações, além de colecionar títulos importantes no Brasil, França e Espanha.

Quem vingou: Rubinho, Marquinhos, Léo Lima, Souza e Andrezinho

Nenhum desses cinco jogadores chegou até a seleção principal, mas fizeram história por onde passaram. Souza, por exemplo, iniciou o mundial de 1999 como titular (o Imperador estava no banco). O atacante foi eleito craque e artilheiro do Brasileirão de 2006, pelo Goiás. O goleiro Rubinho teve uma carreira estável na Europa, enquanto os demais rodaram por grandes clubes do futebol nacional.

Não vingaram: Carlinhos, Anderson Alves, Ricardo Mamboré, Walker, Cacá, Leandro Alves, Matheus Vivian, Bruno Leite, Wellington e Léo Macaé

A maior parte desses jogadores foram revelados pelos grandes do futebol brasileiro, mas nenhum deles conseguiu uma carreira longeva no primeiro escalão nacional ou internacional. Camisa 10 daquela seleção, Cacá pouco jogou pelo Atlético Mineiro e fez carreira na Dinamarca. Leo Macaé, artilheiro da seleção no mundial de 1999, saiu do Vasco e passou por clubes como Friburguense, Coruipe e Landskrona, da Suécia.

2003

© Getty / MARKKU ULANDER

Quem brilhou: Arouca

O título que antecedeu o conquistado no domingo não entregou a geração que mais teve sucesso ao longo da carreira. O volante Arouca é o nome a se destacar: é campeão brasileiro, da Libertadores, tricampeão da Copa do Brasil e já jogou também pela seleção principal.

Quem vingou: Ederson, Marcelo Lomba, Jonathan e Ronny

Ederson é o único de toda a lista que chegou a jogar pela seleção principal (uma partida), mas não teve sorte (lesionou-se no primeiro lance). Ele fez a maior parte da carreira na Europa, entre França e Itália, só que problemas físicos e o câncer recém-superado atrapalharam sua história no futebol. O lateral esquerdo Ronny, por sua vez, pode não chegar fácil na memória, isso porque deixou cedo o Brasil para jogar em Portugal. Foi campeão na terrinha pelo Sporting (duas Taças de Portugal) e na Alemanha pelo Hertha Berlim (da segundona).

Não vingaram: Bruno, Léo Matos, João Guilherme, Leonardo, Junior, Sandro, Evandro Roncatto, Abuda, Walisson, Marlon, Arthur, Felipe Dias, Juliano, Thyago Correa, Hugo

Na mais extensa lista entre os jogadores que não vingaram há uma série de homônimos, não se confunda. Walisson não é o atacante ex-Athletico e Cruzeiro, mas o zagueiro revelado pelo Guarani e que defendeu equipes como Mixto, Crac e Lemense. Sandro, volante, também não é aquele ex-Internacional e Tottenham. Revelado pelo Vitória, joga na Áustria desde 2008. 

A dupla de ataque Abuda e Evandro Roncatto, de quem muito se esperava, teve uma carreira tímida. O primeiro, revelado pelo Corinthians, nunca se firmou em um clube de Série A. Já Roncatto passou por clubes de menor expressão em Portugal, Chipre, Noruega, Bulgária e Cazaquistão.

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