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Futebol Internacional
Entrevista Ogol
Brasileiro completa oito anos no futebol chinês

Dori: a história do menino de Xerém que levou um pouco de samba para a China

2018/09/07 08:14
Texto por Carlos Ramos
E1

Menino de Xerém, com discretas passagens no futebol brasileiro por Fluminense, Brasiliense e Guarani, o atacante Dori conseguiu se achar no futebol chinês. Após oito anos no país, o jogador confessa que foi atraído pelos altos salários que os chineses costumam pagar. Mas o lado esportivo não ficou de lado: Dori conseguiu bom desempenho em campo para se manter tanto tempo no país. 

Dori chegou na China em 2011, disputando pela primeira vez a Superliga Chinesa pelo Changchun Yatai. O brasileiro não demorou muito para convencer os chineses que deveria seguir por lá. 

"O treinador na época precisava de um atacante de ponta com velocidade. Me indicaram para cá e acabei vindo, só que ele queria dar uma olhada antes. Quando os chineses não conhecem os estrangeiros, eles sempre procuram olhar antes de investir. Fiz três treinos e meu empresário falou: 'Está legal, não quero mais que ele treine, porque vai que ele se lesiona e a gente não vai ter uma outra oportunidade'. Então, o treinador falou: 'Não preciso nem de mais um dia, quero ele'.  Quando ele falou que me queria, eu pensei: 'É a oportunidade que eu estava esperando'. Assinamos contrato e falei para meu empresário: 'Só saio daqui depois de cinco anos. Antes, não posso sair da China, não'. Mas não tinha nem noção do que era o futebol chinês, do que seria o campeonato... Só queria entrar aqui no mercado. Graças a Deus, estou no oitavo ano já, feliz, realizado".

Dori confessa que chegou ao país pensando em um mercado melhor financeiramente também, mas o lado esportivo foi atraindo, pouco a pouco, o brasileiro, que se encaixou bem no futebol do país. 

"Não vou ser hipócrita de dizer que não vim pelo dinheiro também. Vim pelo dinheiro, mas também para abrir um mercado para mim. Porque confio muito no meu potencial e sabia que poderia render e que poderia ficar aqui durante muitos anos. Não imaginava oito anos, mas cinco anos era o que eu planejava. Agora, oito não é nada: quero muito mais que isso", garante. 

A evolução chinesa

O atacante viu de perto a evolução do futebol chinês nos últimos anos. Hoje, não é tão estranho um jogador brasileiro que atua na China ser convocado. Dori ainda acha que há certo preconceito com o jogador que atua na China, mas a coisa evoluiu. 

"Ainda tem muito a melhorar, mas acho que mudou muito. Esses jogadores de nome, em geral, terem vindo para China... A visibilidade do futebol chinês cresceu bastante, o respeito cresceu... Na década de 1990 já vinha jogador estrangeiro para China, mas em 2011 quando cheguei era tudo morto. Tanto que falaram: 'Você está maluco! Vai ficar sumido na China, você é bom jogador...'. E os mesmos que falaram isso na época, hoje falam: 'Como pode? Olha o sucesso que está a China... Olha como cresceu'. Uns até que falavam que não jogariam aqui, hoje pedem emprego.' Pô, me dá uma moral, vê se consegue me levar'. Hoje, o futebol chinês tem um respeito", analisa. 

©Divulgação

Dori teve como mentor dois brasileiros que atuaram muitos anos no futebol chinês: Claudinei e Vicente Neto. Os compatriotas foram fundamentais na adaptação do atacante no futebol chinês. 

"Quando eu cheguei, já tinha um brasileiro, Claudinei, hoje está fastado dos gramados, mas ainda vive na China. Ele foi o 'cabeça' para eu me adaptar. Ele já estava há seis meses aqui e ele foi minha adaptação. Me passou confiança, até dentro de campo. Eu de ponta, ele centroavante. Oferecia até premiação se eu desse passe para ele.  Já o Vicente conheci na primeira vez que joguei contra. Na época, ele era um p... camisa 10, e agora encerrou a carreira como zagueiro. É uma lenda. A gente foi fazendo uma amizade, ganhando a confiança um do outro. Por mais longe que a gente estivesse, ele sempre me serviu de motivação, me ajudou muito". 

Tudo, menos cachorro 

Atualmente, Dori joga no Nei Mongol Zhongyou. Na atual temporada, o atacante já fez cinco gols em 19 jogos da segunda divisão chinesa (oGol tem as fichas completas da edição). Indo para o quarto ano de clube, o brasileiro destaca sua boa passagem, com direito a vestir a camisa 10, ser capitão e maestro do time. 

"No Nei Mongol, cheguei em 2015. O treinador já me conhecia de outros clubes e me recebeu bem. A torcida também, apesar de não lotar o estádio, quem vai é fanático e apoia o time, vai para torcer. No primeiro ano, fiquei, gostei e o treinador me convidou para permanecer. Pelo carinho, não podia falar não. E tem a parte financeira, que agrada os dois lados. Minha família está toda adaptada a cidade, ao clima, minhas filhas estudam aqui, falam chinês", conta. 

O brasileiro ressalta a boa segurança na cidade e garante estar 100% adaptado, mas garante: "posso ficar 30 anos na China, mas cachorro eu não vou comer nunca" (risos). 

"Tanto eu quanto a família, estamos fora. A gente tem cachorro em casa, olha para ele e fala: 'a gente não pode comer isso' (risos). A gente já se adaptou a muita coisa, mas tem duas coisas que não curto: cachorro e pimenta. Aqui, usam muita pimenta". 

Apesar das diferenças, viver na China não é tão diferente. A barreira cultural existe, mas Dori soube bem como se virar e hoje aproveita a boa vida que o país asiático pode oferecer. 

"Muita gente me pergunta: 'Como você pode viver na China!?'. Eu digo: 'Gente, calma. O que faço no Brasil, faço na China. Só que lá eles têm vários costumes que não fazemos aqui, e nós temos costumes diferentes também. Não é por isso que vou deixar de viver lá'. Vivo uma vida como se tivesse no Brasil. O que muda é a língua e certos costumes". 

Brasil
Dori
NomeDorielton Gomes Nascimento
Data de Nascimento1990-03-07(28 anos)
Nacionalidade
Brasil
Brasil
PosiçãoAtacante
Fotografias(3)
Comentários (1)
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motivo:
Seleção brasileira
2018-09-07 08h30m por LukyMax_Santiago
Bom, por não poder comentar na matéria em si, da seleção que os eleitores escalaram, optei por escrever nesta kkkkkkkkkkk.
Bom acho que a maioria tem a mesma opinião sobre quem escalar. Apenas na 'minha seleção', eu escalaria Dedé no lugar de Marquinhos e Richarlison no lugar de Firmino. Salvo isso é praticamente a mesma base.
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