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Futebol Internacional
Versátil na vida, atacante coleciona boas histórias

Figurante em novelas e coadjuvante em estreia de R10, Lukian vive experiência asiática

2017/11/11 11:30
Texto por Carlos Ramos
E1
© Divulgação / Anyang

O início de carreira não foi fácil, como não é para a maioria dos jovens que sonham jogar futebol. Só que Lukian percorreu caminhos no mínimo inusitados, das participações em novelas televisivas aos minutos em campo na festa de estreia de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo. Isso fora seu primeiro desafio fora do país, na Coreia, onde tinha de perguntar em todos os restaurantes se a carne era de cachorro. 

Cachorro, Lukian não via na mesa de refeição, mas nas ruas do Rio de Janeiro, onde viveu em um início batalhador. Desde cedo, tinha de ajudar sua família a colocar comida na mesa. E o hoje atacante já fez de tudo. Não falta trabalho para quem nunca deixa de correr atrás. 

"Eu comecei no Nova Iguaçu, sendo que lá não tinha um salário alto. Tinha uma ajudinha. A gente corria por fora, fazia uns trabalhos por fora para ganhar um dinheiro", confidenciou, em conversa com a reportagem de oGol

Versatilidade para crescer na vida

Os trabalhos de Lukian antes de se acertar com o futebol foram variados: garçom, caixa no Borracheiro da tia, gandula em São Januário... Até em feira o agora atleta já trabalhou. 

"Trabalhava em frete. Pegava o carrinho de mercado e fazia frete. Ficava na beira da feira esperando as velhinhas saírem e fazia o frete para casa. Colocava a bolsa dentro do carrinho e carregava até a casa. Aí ganhava o dinheiro e voltava para a feira gastar tudo em churros", conta, aos risos. 

Todos os trabalhos eram passageiros. Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Lukian chegou a trabalhar em uma van de transporte, mas o emprego durou só quatro dias. 

"Botava as pessoas para dentro. Gritava: 'Taquara-Gávea, Cidade de Deus, passarela da Barra!'. Foi até engraçado. Minha mãe tinha mandado comprar um frango para almoçar. Aí fui comprar e o cara estava no ponto final da van e me chamou. 'Aí, parceirinho, está fazendo o quê? Quer ganhar um dinheiro, não?' Aí falei: 'Beleza, fala aí'. Aí ele: 'É para trabalhar aqui na van comigo. Ganhar um dinheiro. Dá para ganhar uns 100, 150 reais por dia'. Falei: 'Pô, agora!'. Entrei na van, liguei para casa e falei: 'Mãe, não vai ter mais frango, não'. Aí trabalhei quatro dias e desistir. O cara não estava me dando um dinheiro 'maneiro'. Entrava muito dinheiro e ele me dava pouquinho. Falei: 'Quer saber, vou ficar mais aqui não'. Mas minha mãe nem lembrou mais do frango depois. Dei o dinheiro na mão dela (risos)". 

Lukian era tão versátil, mas tão versátil, que chegou a trabalhar em novelas da TV. "Um cara me ofereceu uma vez, pelo fato de eu ser boa pinta (risos)... Ai fui. Gostei, ganhei um dinheirinho fácil... E sempre ia". O jogador até figurou entre astros das telenovelas. 

"Lembro uma vez que estava em uma sala e tinha um monte de figurante. E precisava de um figurante só e ele me chamou. Fazia só eu com os dois atores. Eu era o cara do hotel que leva a mala dos hóspedes. Eu ajudava o Henri Castelli a carregar as malas na novela Caras e Bocas. Ele conversando com a atriz e eu deixava a mala e ele me dava um dinheirinho e saía", lembra. 

Enfim, o futebol

Quando já não realizava mais tantos "bicos", Lukian começou a perceber: a carreira no futebol estava dando certo. O atacante começou no profissional no Nova Iguaçu. O jovem foi coadjuvante na estreia de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, entrando pelo time da Baixada Fluminense na reta final do confronto, disputado no Engenhão. 

"Na hora que eu estava na beira de campo para entrar, 1 a 0 Flamengo. Se eu encostei na bola duas, três vezes, foi muito. Mas foi aquela festa, Ronaldinho era um cara diferenciado", recorda. 

Mas foi bem longe do Rio de Janeiro que Lukian conseguiu melhores oportunidades. Observado por Sandro Hiroshi em Americana, o atacante acabou indo para a Coreia do Sul. 

"Teve um tempo que fui para o Rio Branco, de Americana. Conheci o Sandro Hiroshi lá. Joguei com ele e ele me disse: 'Gostei do teu futebol. Eu joguei muito tempo na Coreia e você ia se dar bem na Coreia. Não quer ir para lá, não?' Só que eu tinha, na época, acho que uns três anos de contrato com o Nova Iguaçu. Aí nem dei bola para ele. Ele falou: 'Um dia eu vou te levar'. Em 2012, para 2013, voltei para o Rio Branco e joguei de novo com o Sandro Hiroshi. Ele sempre me falava que ia me levar para a Coreia. Eu nem dava a mínima. Aí voltei para o Nova Iguaçu e depois fui para o Luverdense. Joguei e tal, mas teve um problema lá e acabou que saí no meio do ano. Fui para casa, depois de dois meses, na academia, o Sandro Hiroshi me ligou. 'Lukian! O Coreano me ligou aqui e pensei em ti na hora. Tá livre? O custo é baixo, mas vai abrir umas portas para você'. Falei: 'Demorou'. Aí ele falou: 'Calma aí que já te ligo'. Em dez minutos ele ligou com a minha passagem para o dia seguinte. Fui, sem saber para onde estava indo", contou. 

©Divulgação / Anyang

"Cheguei lá e era tudo diferente.... 'Ontem estava na academia e hoje estou na Coreia'...  Eu nunca tinha saído do Brasil e escutava muita história que pessoal saía, acontecia isso e aquilo... 'Os caras vão me enrolar, vou ficar sem ter onde morar', fiquei pensando. Mas cheguei no clube e vi aquela estrutura... Clube de segunda divisão e uma estrutura que nunca vi. E começou a cair a ficha. Os caras me deram um saco de roupa para treinar... Já cheguei treinando, duas semanas depois já estava jogando... Tudo muito rápido". 

Foi uma experiência completamente diferente de tudo que Lukian já havia vivido. Mas o brasileiro conseguiu se adaptar rapidamente, apesar das diferenças culturais. Hoje, ele brinca lembrando de algumas situações. 

"Na sauna lá, todo mundo fica sem roupa, um 'bagulho' estranho para caramba... E para eles é normal. Os caras entram na piscina sem roupa. Falei: 'Tem que tirar a roupa mesmo?'. E tem as comidas... Cheguei lá com medo de comer cachorro, mas lá não é assim. É bem difícil achar, mas tem. Toda a carne que me davam, eu perguntava se tinha cachorro", brincou. 

Destaque na Ásia

Contratado pelo Bucheon, Lukian teve destaque em 2016 com 15 gols em 39 jogos. Para 2017, o atacante acabou mudando de clube, indo para o Busan IPark. 

"Foi bem iluminada (temporada no Bucheon). A gente quase subiu, chegamos nos playoffs. O clube nunca tinha chegado nos playoffs e chegamos. Chegamos na semifinal da F.A Cup. Fizemos uma grande campanha", analisa. 

No final de 2017, o atacante jogou emprestado no Anyang, mas espera, em 2018, defender novamente o Busan, que luta para jogar a divisão principal na Coreia. 

"Tenho contrato com o Busan. Fui emprestado por ter tido uma desavença com o treinador. No meio do ano, pedi para me emprestar. Agora, tenho que voltar para o Busan. Eles estão nos playoffs. Eu saí, não briguei nem nada, mas falei que achava melhor sair e entramos em um acordo. Só que passou dois meses e o treinador veio a falecer, porque tinha problema no coração, estresse... Fiquei bastante triste... O auxiliar assumiu e estou torcendo para subir". 

Brasil
Lukian
NomeLukian Araújo de Almeida
Data de Nascimento1991-09-21(26 anos)
Nacionalidade
Brasil
Brasil
Posição
Fotografias(5)
Comentários (1)
motivo:
Que interessante reportagem
2017-11-11 12h48m por LukyMax_Santiago
O site ogol, sempre vai atrás de interessantes matérias sobre brasileiros que se destacam no "futebol alternativo" ao redor do mundo. É intrigante conhecer suas histórias e as adversidades que esses jogadores brasileiros, enfrentaram e enfrentam ao redor do mundo, suas vitórias e conquistas graças a essa nossa paixão, chamada futebol.
Dou os parabéns ao site e que continuem nessa pegada 👏👏👏
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