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Futebol Internacional
Entrevista Ogol
Treinador é único estrangeiro a dirigir na liga coreana

André Gaspar comenta dificuldades para técnicos brasileiros no exterior

2017/07/17 19:57
Texto por Carlos Ramos
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© Divulgação/Daegu

Os técnicos brasileiros têm história no mercado asiático. Zico, Toninho Cerezo, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira são alguns nomes do passado. Recentemente, Luiz Felipe Scolari foi campeão chinês e asiático, e Alexandre Gama vem dominando o futebol tailandês. Nelsinho Baptista e Wagner Lopes são os únicos brasileiros a trabalhar na atual edição da J-League. Na Coreia, entretanto, o mercado não é tão aberto.

André Gaspar é o único técnico estrangeiro na K-League, liga de futebol da Coreia do Sul. Com passagens como jogador pelo Anyang, de Seul, o brasileiro retornou ao país em 2015 para, em um primeiro momento, participar da comissão técnica do Daegu, então na segunda divisão nacional. 

"Minha carreira começou no Bragantino, em 2009. Fiquei durante cinco anos como auxiliar do Marcelo Veiga. Em 2014, tive a oportunidade de ser o treinador principal. Dirigi a equipe em 16 jogos. O time estava na zona de rebaixamento e a gente conseguiu livrar o time no final. Foi aí onde diretores da equipe do Daegu estavam presentes no estádio. Acompanharam duas partidas e a gente recebeu o convite. Não pensei duas vezes", lembra, em conversa com a reportagem de oGol.

André enfrentou inicialmente o principal problema de um treinador brasileiro que vai comandar um time fora do país: a comunicação. No início, a adaptação foi complicada. 

©Divulgação/Daegu

"Com certeza, a adaptação é muito difícil. Por mais que a gente tenha jogado lá por três anos, a língua eu acho que é a maior dificuldade. Por mais que a gente tenha intérprete, aquela palavra que a gente quer passar diretamente para o jogador, a gente não consegue. Precisa passar pelo intérprete. Alimentação a gente já acostumou, cultura... Mas a comunicação, ao meu modo de ver, é a maior dificuldade que tenho, hoje", revela. 

Barreira da língua não impede sucesso

Na Ásia, então, a língua se mostra uma barreira ainda maior, com alfabetos e forma de escrita totalmente diferentes. A missão de se comunicar é bem difícil.

"É muito difícil. Já estou aqui há três anos. A gente fala algumas frases, palavras, mas é muito complicado. Vejo pelas pessoas que chegam. Durante três, quatro, cinco meses para aprender meia dúzia de palavras. E não ajuda em nada. Por ser difícil... No começo, a gente não entendia muito, não tinha noção das palavras. Às vezes fala para ir para um lado, e vai para o outro... Era até meio cômico. Mas hoje já consigo me comunicar melhor. Tem a ajuda do intérprete também... Na hora que o calo aperta, ele me auxilia nessa comunicação", confessa. 

Ainda assim, os brasileiros conseguem fazer sucesso na Ásia. André Gaspar cita como um exemplo Luiz Felipe Scolari, campeão agora na China, com o Guangzhou Evergrande, e de passagens vitoriosas também no futebol do Uzbequistão, Kuwait e Japão. 

Na Coreia, atualmente André Gaspar está na zona de rebaixamento, na 11° posição. A trajetória do Daegu, recém-promovido, não vem sendo fácil.

"Tivemos o acesso ano passado. Primeiro ano que estamos disputando a K-League. Começo meio conturbado.  Mas trabalhando bastante para que, no mais rápido possível, a gente possa sair dessa parte da tabela e brigar entre os seis primeiros", comentou. 

O treinador ambiciona uma melhora com o Daegu para, quem sabe, alçar voos mais altos na Ásia antes de voltar ao Brasil, onde foi auxiliar-técnico de Marcelo Veiga e dirigiu o Bragantino interinamente em 2014. 

"A ambição maior em um time grande, da capital, e, consequentemente, em um outro grande time. Pode ser na Ásia ou no Brasil. Minha ambição maior é encerrar a carreira no Brasil. Quando sair daqui, trabalhar no Brasil por mais uns quatro, cinco anos, e, enfim, me aposentar", projeta. 

Brasil
André Gaspar
NomeAndré Luiz Alves Santos
Data de Nascimento1972-11-16(44 anos)
Nacionalidade
Brasil
Brasil
FunçãoTécnico
Fotografias(4)
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